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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Rumor de água

rio interminável
sedento prazer
a noite avança no resíduo indolente do riso. o rosto para trás
olhar inclinado
o riso para trás
luz vaga por entre as formas de um corpo ausente
pilhas de livros. a pele em chamas
o riso
o tempo dilui-se na memória que arde em pedra