quarta-feira, 19 de Março de 2008
domingo, 16 de Março de 2008
Patti Smith em 1979
Uma pérola. Numa entrevista a uma televisão alemã, a propósito do concerto em Rockpalast, o entrevistador insiste em repetir a pergunta: «na letra da canção 'So You Wanna Be (A Rock 'N' Roll Star)', canta: 'don't forget who you are, you are a rock'n'roll star'; o que é que isso significa para si hoje?» E por mais que repita, ela distrai-se... É só clicar para ver o vídeo.
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Patti Smith
terça-feira, 11 de Março de 2008
segunda-feira, 10 de Março de 2008
Onde vamos?
Na infância.
Regresso ao olhar, no desejo escondido. Queimo ervas. Tive o sonho de ti.
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à noite
quinta-feira, 6 de Março de 2008
De ti
Os territórios da minha vida, sentir a atracção desta casa, na sombra dos recantos. Paisagem nocturna. Prazer. Assim, tão perto do olhar que lhe sinto o toque. Inclina-te. Cheira. A flor que entra em ti. As terra por entre os dedos. A sede. Os pensamentos nascem aqui. Por entre as folhas das árvores. Perto do céu. O tempo que se ausenta. De ti.
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já é madrugada
segunda-feira, 3 de Março de 2008
Adeus Maria Gabriela Llansol
O mundo está mais pobre. As palavras que respiram um viver profundo, delicado no sentir, que tocam, na ponta dos dedos, a aragem fria de um entardecer no campo, que se desviam dos caminhos vulgares desta cegueira apressada do consumo, tão distante do corpo e de si mesmo, são cada vez mais raras.Maria Gabriela Llansol morreu.
É mais uma dessas vozes luminosas, cheias das cores variadas do sentir, por dentro e por fora, daquelas que nos indicam o mundo,que se calam.
Fica apenas uma breve, pequena, recordação:
«desejo de ler, não de escrever. Desejo de dispersar, não de reunir. Afastando-me da escrita, o texto lido, em espiral, é o pequeno quarto - o quarto último da Casa, a peça que mantém firme o verbo. De nada tenho a verdade, tenho intuições fulgurantes que me deixam nua de expressão. O sol atravessou-se na porta, as túlipas começam a aparecer em frente da ampla janela da cozinha, e eu penso no
antes,
e no depois
da casa.»«Jodoigne, 3 de Março de 1976», de Maria Gabriela Llansol, em «finita»
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Maria Gabriela Llansol
terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
domingo, 17 de Fevereiro de 2008
A janela
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o homem dorme e sonha esquecido
quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
Música com carinho e com efeito
A música como nunca ouviu antes. Com sentido de humor e uma grande cultura musical. Pedro Gonçalves no seu melhor. É só clicar com carinho e com efeito.
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Pedro Gonçalves
terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Cada espelho
Luz cor de olhos. Sobre ti.
Recordação. Assim leve. A escorregar das mãos num sorriso breve.
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o rumor
segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
sábado, 9 de Fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
Rumor de água
sedento prazer
a noite avança no resíduo indolente do riso. o rosto para trás
olhar inclinado
o riso para trás
luz vaga por entre as formas de um corpo ausente
pilhas de livros. a pele em chamas
o riso
o tempo dilui-se na memória que arde em pedra
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melodia do pó
quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
Nesta rua
naquela tarde ou noutra. por entre os bosques numa lenta surpresa. sem lembranças nem esquecimento. descemos de mãos dadas até à última sombra.
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um jardim
Luiz Pacheco: Talvez foder
E sai um livro de entrevistas. Estava previsto antes dele ter morrido. Acasos. Assim, ele continua a falar, para nos lembrar que não podemos calar. Na minha, pode ajudar imaginá-lo a responder às perguntas vestido de Pai Natal mas com um gorro a imitar o Pedro Abrunhosa. Tinha acabado de sair o disco «Talvez Foder» e o Pacheco juntava as duas mãos, unidas como uma pirâmide apenas pela ponta dos dedos, à maneira do Abrunhosa.
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Luiz Pacheco
quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
À conversa sobre O Tempo das Cerejas na Moita
Tenho alguns pudores em fazer promoção do que ando a fazer, até porque se estivesse sempre a promover, deixaria de ter tempo para fazer (tempo que já não me chega), mas como anda por aí uma moda de algumas pessoas que a única coisa que fazem é dar ares que fazem, e como estamos em ano novo, decidi que, de vez em quando (mas apenas de vez em quando) vou divulgar o que ando a fazer. Este sábado vai ser particularmente simpático, porque vou falar do meu último livro numa biblioteca da margem sul, na Moita, não é na minha terra, em Setúbal, mas anda lá próximo.
Vai ser sábado, dia 26, às 16h, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça (Rua Dr. Alexandre Sequeira), na Moita.
Bem sei que já tenho feito outras sessões e tenho dado conferências, sobre este e outros assuntos, que não tenho divulgado, mas vou passar a divulgar alguns...
Vai ser sábado, dia 26, às 16h, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça (Rua Dr. Alexandre Sequeira), na Moita.
Bem sei que já tenho feito outras sessões e tenho dado conferências, sobre este e outros assuntos, que não tenho divulgado, mas vou passar a divulgar alguns...
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O Tempo das Cerejas Claudia Galhós
sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
Da Weasel na Second Life: a imagem dentro da imagem


Estavam mais de cinquenta avatares na ilha Portucalis, em Second Life, na inauguração do programa dedicado aos Da Weasel, que se prolonga pelos próximos dias (pode ser consultado no post anterior). Para além do notório interesse e prestígio que a banda tem actualmente, e não apenas em Portugal, que merece ser celebrado, é interessante pensar neste cruzamento de mundos e de plataformas de construção do imaginário e da sobreposição de imagens. Nesta primeira noite, para além da música dos Da Weasel que se ouviu, em ambiente de festa de discoteca (onde ainda se pode fumar, mesmo sendo um recindo fechado, virtual, desde que se tenha o script do cigarro - não sei se virtualmente existe, mas se existir não é proibido fumar, pelo menos ainda), dos materiais de merchandising distribuídos, de uma gravação da voz do Pacman a cumprimentar todos os presentes, foi transmitido o vídeo-clip do single «Toque-Toque», do álbum «Amor, Escárnio e Maldizer».
A festa aconteceu no mítico clube Rock Rendez-Vous, revisitado em versão virtual.
Dois aspectos importantes a assinalar neste acontecimento (para além do entusiasmo e do convívio participativo dos presentes). Um deles relaciona-se com a escolha do nome do lugar, evocando esse espaço histórico, que se situava na Rua de Beneficência ao Rego (em Lisboa), inaugurado em 1980, com um concerto de Rui Veloso, e que acolheu concertos de música moderna, tão relevantes para dar a conhecer novas bandas nacionais. Tocar no Rock Rendez-Vous era importante na carreira de qualquer banda portuguesa.
O outro aspecto é mais simbólico e consiste na implicação que tem este meta-mundo, que se materializa na produção de uma imagem num ecrã que lhe dá forma e definição e o facto de, dentro dessa imagem construída, podermos estar a assistir à reprodução de um ecrã interior que transmite uma outra imagem produzida, neste caso o vídeo dos Da Weasel - a imagem dentro da imagem ou a ficção dentro da ficção. É uma questão a reflectir...
Entretanto, a festa continua nos próximos dias. Acho que os Da Weasel deviam fazer-se presentes numa das noites para conviver e conversar com os avatares que estão na Second Life a celebrar a música que fazem.
Da Weasel na Second Life
A informação chegou-me por mail, por parte de Winter Wardhani, uma das proprietárias e dinamizadoras da ilha Portucalis, um dos mais interessantes espaços portugueses na Second Life, e merece ser partilhado com todos. A partir de hoje, há Da Weasel na Second Life.
A notícia, que transcrevo, é a seguinte:
Da Weasel at Rock Rendez-Vous in Second Life®
Os Da Weasel estreiam sexta-feira, dia 18 de Janeiro, uma remix de “Toque-Toque”, o novo single do álbum “Amor, Escárnio e Maldizer” numa festa que terá lugar às 22:30 do mesmo dia, no mítico clube Rock Rendez-Vous, recriado na Ilha de Portucalis em Second Life® (http://slurl.com/secondlife/Portucalis/125/129/24).
O lançamento da remix “Toque-Toque” será assinalado através do evento “10 dias de Da Weasel em Portucalis”, que integra, entre outras iniciativas:
· A exibição do vídeoclip Toque-Toque - gravado recentemente no Rio de Janeiro - em vários ecrãs no Second Life;
· A realização de um conjunto de seis festas, cada uma delas num espaço virtual específico na ilha Portucalis, com a participação de diversos DJs;
· A exposição de fotografias dos Da Weasel no espaço Galeria Lx (http://slurl.com/secondlife/Portucalis/84/45/22), também na Ilha Portucalis.
Neste momento, o metaverso Second Life® (http://www.secondlife.com/) conta com uma média de 60.000 utilizadores online, entre as mais de 11 milhões de contas registadas. As estatísticas coligidas mensalmente pela Linden Lab (designer e gestora da aplicação) apontam para mais de 7.000 contas registadas a partir do território nacional, situando o nosso país em 13º no “Top 100” dos utilizadores mais activos e o segundo país com maior presença proporcionalmente à população real, a seguir à Holanda
Para mais informações, contacte-nos através do e-mail portucalis.sl@gmail.com
A notícia, que transcrevo, é a seguinte:
Da Weasel at Rock Rendez-Vous in Second Life®
Os Da Weasel estreiam sexta-feira, dia 18 de Janeiro, uma remix de “Toque-Toque”, o novo single do álbum “Amor, Escárnio e Maldizer” numa festa que terá lugar às 22:30 do mesmo dia, no mítico clube Rock Rendez-Vous, recriado na Ilha de Portucalis em Second Life® (http://slurl.com/secondlife/Portucalis/125/129/24).
O lançamento da remix “Toque-Toque” será assinalado através do evento “10 dias de Da Weasel em Portucalis”, que integra, entre outras iniciativas:
· A exibição do vídeoclip Toque-Toque - gravado recentemente no Rio de Janeiro - em vários ecrãs no Second Life;
· A realização de um conjunto de seis festas, cada uma delas num espaço virtual específico na ilha Portucalis, com a participação de diversos DJs;
· A exposição de fotografias dos Da Weasel no espaço Galeria Lx (http://slurl.com/secondlife/Portucalis/84/45/22), também na Ilha Portucalis.
Neste momento, o metaverso Second Life® (http://www.secondlife.com/) conta com uma média de 60.000 utilizadores online, entre as mais de 11 milhões de contas registadas. As estatísticas coligidas mensalmente pela Linden Lab (designer e gestora da aplicação) apontam para mais de 7.000 contas registadas a partir do território nacional, situando o nosso país em 13º no “Top 100” dos utilizadores mais activos e o segundo país com maior presença proporcionalmente à população real, a seguir à Holanda
Para mais informações, contacte-nos através do e-mail portucalis.sl@gmail.com
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da weasel second life
terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
Um desconhecido
«Vivo sozinho num quarto andar da Rua Belgrano. Faz alguns meses, ao entardecer
ouvi uma pancada na porta. Fui abrir e entrou um desconhecido.»
(Jorge Luís Borges, em «O Livro de
Areia»)
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Barcelona Jorge Luís Borges
quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
domingo, 6 de Janeiro de 2008
Morreu o Luiz Pacheco
Vesti-o de Pai Natal, algures em meados dos anos 90, para uma longa entrevista para o Blitz, que a Rita Carmo fotografou. Foi um começo de uma amizade. Eu visitava-o, ele falava-me dos livros, da escrita, oferecia-me livros, e eu dizia-lhe que sonhava vir a escrever. Ele desconcertava-me, provocava-me, mas sempre senti uma imensa ternura nessa forma abjecta e por vezes a roçar o obsceno com que ornamentava as palavras que dizia. Incentivava-me a escrever, nos livros comentados e riscados pelas suas mãos que me oferecia e, à distância, nas cartas que me enviava para o jornal com recortes de concursos literários anunciados na imprensa e postais sugestivos que tinham sempre uma piada qualquer. Perdi-lhe o rasto. Coisas do tempo. Ou da falta dele. Ou dessa desculpa imperfeita e ofensiva da falta de tempo. E visitei-o há cerca de um ano, quando estava no Lar de Idosos do Princípe Real. Tinha envelhecido. Mas mal me viu reconheceu-me imediatamente. Começou logo a querer oferecer-me coisas - foi algo que nunca percebi. E apesar da fraqueza, era o mesmo Pacheco, o mesmo espírito mordaz, muito irónico para o mundo em redor, provocador e apaixonado irremediável pelas telenovelas. Mas quem lidou com ele, um pouco mais próximo, percebe que aquela linguagem, a forma de se dirigir a nós, quando gostava de nós, mesmo que disfarçada de provocação, era um exercício muito saudável de estar vivo e celebrar essa vida numa liberdade que apenas a confiança e a amizada sinceras permitiam, porque nunca se ofende. Vou ter muitas saudades dele. Nunca mais se reconciciliou com o Cesariny. Cheguei a sonhar juntá-los um dia. Mas o país está muito mais pobre agora que perdemos os dois. Guardo muito boas, doces e picantes, memórias de ti, Luiz Pacheco. Fazes falta neste mundo em que vivemos.
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Luiz Pacheco
sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
«O rio que é de tempo e água»
«Olhar o rio que é de tempo e águaE recordar que o tempo é outro rio,Saber que nos perdemos como o rioE que os rostos passam como a
água.»(in «Arte poética» de Jorge Luís
Borges)
A cada novo dia, tantas descobertas novas, tantas possibilidades de começar novos caminhos, reencontrar outros já conhecidos. Esse rio de «tempo e água» que desliza, no qual nos perdemos, porque de tanto querer fazer, de tantas possibilidades maravilhosas à nossa volta, lá se vão os dias, rápidos, lá se vai o tempo, e «os rostos que passam como a água». Milhões de beijos às pessoas que amo e que sabem que temos de aproveitar as oportunidades que tempos e que o tempo não dá para tudo.
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Jorge Luís Borges
domingo, 25 de Novembro de 2007
«As Musas» de Patrícia Portela
Ela cria objectos teatrais como quem escreve. É uma escritora. Não tenho dúvidas. Por isso, as obras a que dá corpo ao vivo, em espaços teatrais mais ou menos convencionais, têm uma dimensão literária. E às vezes têm mesmo texto que ela edita em livro. É assim no caso de «Odília - ou a história das musas confusas no cérebro de Patrícia Portela». Sei que acabou de estrear uma nova peça algures no mundo. E que vai andar com ela às voltas por palcos vários antes de chegar a Portugal. Mas, entretanto, temos aí este livro. A peça era para crianças. Mas, se conheço bem o universo dela, era para as crianças pequenas e para as crianças grandes. E, à falta desse encontro efémero por via do teatro, temos as páginas com as palavras e os desenhos. Onde, às tantas, ela explica o que são as «Musas», com o conselho de que «estas definições percebem-se melhor se se comer uma laranja enquanto se lê». E com uma laranja na mão, o cheiro ao campo em redor, cito um breve excerto deste texto:
«As musas nascem entre a cabeça, o coração e o dedo mindinho. São muito pequeninas, muito microscópicas, e quando olhamos muito atentamente para elas podemos ver que têm o formato de uma folha. Navegam de forma organizada e activa pelo cérebro, e pela espinha dorsal, e para comunicar entre si utilizam impulsos eléctricos e reacções químicas. Todas juntas, criam imagem atrás de imagem atrás de imagem atrás de imagem, estimulando as imagens seguintes, chegando aos 100 biliões de imagens por dia, cada uma.São invisíveis a olho nu, mas quando chamadas por qualquer um de nós podem aparecer em sonhos, em conversas, em ideias, ou até projectadas noutros seres humanos.»
Na verdade, só precisamos de estar atentos. Ao que nos rodeia e aos outros. Sei que há pessoas para quem isto é pedir muito, porque estar atento aos outros, para essas, é apenas ampliar a grande atenção que dedicam a si próprias.
Eu, cá por mim, tenho andado por fora. Agora vou estar por cá, mas ainda assim vou andar por fora. Entre cá e lá... Com boas recordações. Encontrei muitas musas.
sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
terça-feira, 30 de Outubro de 2007
A minha palavra favorita

Na terça-feira dois lançamentos. Neste, na colectânea intitulada «a minha palavra favorita», editada por Jorge Reis-Sá, tenho uma pequena história, daquelas que gosto de qualificar de histórias-canção. A apresentação é às 19h, na Fnac do Chiado, no dia 6 de Novembro.
Mas, no mesmo dia, às 18h30, na Livraria Barata, da Av. de Roma, há o lançamento do livro de Jaime Rocha, «Anotação do Mal», e de Teolinda Gersão, «O Silêncio».
Eu vou estar no primeiro, com o Jorge. Mas o meu coração vai estar um bocadinho também no segundo, com o Jaime.
domingo, 28 de Outubro de 2007
Valter Hugo Mãe e o prémio Saramago
Há notícias que nos deixam com esperança no mundo. Como esta. Valter Hugo Mãe ter recebido o Prémio Saramago significa que ainda há esperança para a literatura, para que as coisas que realmente importam sejam valorizadas.
Não, não é um nome já premiado em todo o lado que ganha uma vez mais. Nem sequer um livro que todos (quem são todos? nesse universo tão restrito dos todos?) elogiaram. Ou sequer que todos se acostumaram a escutar como muito lido.
Certo, ele não é um nome propriamente desconhecido deste mundo, das coisas das escritas, das palavras e das moradas do silêncio... Ele anda por aí, pelas editoras, pelos jornais. Mas é um nome que tem feito um caminho na escrita de coração (muito distinto da «escrita do coração», que é de outra estirpe). Discreto. Convicto. Envolvido. Enredado. Guiado por essa relação com as letras que se faz de intimidade, no sentido de que tem uma voz, que é pessoal, e não se rende ao facilitismo.
Por isso sabe tão bem escutar o nome de Valter Hugo Mãe e o do livro «O Remorso de Baltazar Serapião» (publicado em 2006 pela QuidNovi e que devo confessar que não li) como tendo sido o vencedor. Com a vitória dele, ganha a literatura. Não essa de cordel, que não vem mal ao mundo que exista mas não se arrisca a transformar o mundo ou nem sequer uma pessoa, mas essa outra que se alimenta (e é alimentada) de quem a escreve, que se consome em palavras como cinzas do existir.
Não, não é um nome já premiado em todo o lado que ganha uma vez mais. Nem sequer um livro que todos (quem são todos? nesse universo tão restrito dos todos?) elogiaram. Ou sequer que todos se acostumaram a escutar como muito lido.
Certo, ele não é um nome propriamente desconhecido deste mundo, das coisas das escritas, das palavras e das moradas do silêncio... Ele anda por aí, pelas editoras, pelos jornais. Mas é um nome que tem feito um caminho na escrita de coração (muito distinto da «escrita do coração», que é de outra estirpe). Discreto. Convicto. Envolvido. Enredado. Guiado por essa relação com as letras que se faz de intimidade, no sentido de que tem uma voz, que é pessoal, e não se rende ao facilitismo.
Por isso sabe tão bem escutar o nome de Valter Hugo Mãe e o do livro «O Remorso de Baltazar Serapião» (publicado em 2006 pela QuidNovi e que devo confessar que não li) como tendo sido o vencedor. Com a vitória dele, ganha a literatura. Não essa de cordel, que não vem mal ao mundo que exista mas não se arrisca a transformar o mundo ou nem sequer uma pessoa, mas essa outra que se alimenta (e é alimentada) de quem a escreve, que se consome em palavras como cinzas do existir.
Temps d'Images a não perder
Arranca a 30 de Outubro a edição de 2007 do festival Temps d'Images. Para uma pequena ideia de alguns exemplos das propostas deste ano (de dança, teatro, música, artes plásticas, cinema e tudo a tender para tudo...) o Expresso Online aqui publica uma breve introdução e o excerto em vídeo de quatro espectáculos. Até 15 de Dezembro é sempre a abrir.
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festival Temps d'Images dança
quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Televisão em SL ou O absurdo tornado realidade virtual


Imaginem: um programa de entrevistas de televisão que acontece em directo na realidade virtual da SL. O estúdio, presença de entrevistado e entrevistador, anfiteatro para as pessoas poderem assistir ao vivo, câmaras de filmar à vista, audição (nem sempre adequada) das conversas. É real. Acontece. Quero dizer, é virtual. Acontece. Porquê apenas assim?
Questão: se há um mundo novo, virtual, onde a palavra central é «imaginação» («your world, your imagination»), por que é que a maior parte do que ali acontece não é mais do que a transposição (transferência, deslocação...) do que existe na RL para a SL? Temos assim tanta falta de imaginação?
Por que é que o que ali se constrói não se cria no exercício da resposta à questão essencial: o que seria determinada realidade/objecto/conceito/ideia se a pensássemos de novo para um contexto novo, que é a SL?
Tipo (exemplo): o que seria uma televisão e um media que poderá ter correspondência simbólica com a televisão para um contexto, lógica, e narrativas específicas que é esse mundo particular da SL? E o mesmo para tudo o resto, passo a passo, à medida humana, da deliciosa imperfeição, no exercício da experiência e do erro...
Assim se cumpria (ou pelo menos chegaríamos mais próximos) do potencial criativo, filosófico, humano, político, simbólico (pronto, económico também)... que constitui o que SL pode ser. Que raio! Por que é que não se vai mais longe? Falta de imaginação?
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second life televisão Jonsy Lilliehook
segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
domingo, 16 de Setembro de 2007
Second Life: Far Far Away
Quando a esta foto de Jonsy Lilliehook de cabeça para baixo (em cima) vou deixar a interpretação ao sabor da imaginação de cada um. Em baixo, um dos meus lugares favoritos em SL: a ilha Far Far Away. Que é onde vou estar nas próximas semanas em RL: primeiro em Évora, a participar no Curso de Novo Circo, na Universidade de Évora (no âmbito do programa do festival Escrita na Paisagem 2007) e depois outros destinos que me vão manter em contacto com mundos virtuais e de imaginação apenas via a minha própria imaginação. Enquanto isso, aqui ficam algumas imagens desse lugar encantado que é: Far Far Away.
sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Fórum Cultural - 3) a importância da significação
A 26 e 27 de Setembro, realiza-se em Lisboa, no CCB, o Fórum Cultural para a Europa. É um acontecimento muito importante para a discussão e compreensão das linhas orientadoras do posicionamento da Europa no que diz respeito à cultura.
Até lá, para preparar o espírito para o tema, partilho alguns textos que provocam a reflexão. Não significa que concorde com o que todos eles defendem, mas são pertinentes estimulantes para pensar a discussão que ali vai ocorrer. Porque a informação é tanta, esquecemos muitas vezes o que aprendemos no passado. E, em alguns casos, há textos que foram lidos há anos e que vale a pena reler.
Apenas uma breve citação de «Livro do Desassossego» de Bernardo Soares:
«Os homens de acção são os escravos involuntários dos homens de entendimento. As coisas não valem senão na interpretação delas. Uns, pois, criam coisas para que os outros, transmudando-as em significação, as tornem vidas. Narrar é criar, pois viver é apenas ser vivido.»
Até lá, para preparar o espírito para o tema, partilho alguns textos que provocam a reflexão. Não significa que concorde com o que todos eles defendem, mas são pertinentes estimulantes para pensar a discussão que ali vai ocorrer. Porque a informação é tanta, esquecemos muitas vezes o que aprendemos no passado. E, em alguns casos, há textos que foram lidos há anos e que vale a pena reler.
Apenas uma breve citação de «Livro do Desassossego» de Bernardo Soares:
«Os homens de acção são os escravos involuntários dos homens de entendimento. As coisas não valem senão na interpretação delas. Uns, pois, criam coisas para que os outros, transmudando-as em significação, as tornem vidas. Narrar é criar, pois viver é apenas ser vivido.»
quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
«Putas» está de volta

Surgiu pela primeira vez em 2002. Chama-se «Putas». Apenas assim. Um livro que surgiu pela primeira vez por alturas do Natal, numa edição da Quasi e consta de um conjunto de textos representativos do «novo conto português e brasileiro».
Onze contos portugueses (de Ana Paula Inácio, Claudia Galhós, Filipa Melo, Francisco Duarte Mangas, João Paulo Sousa, Jorge Reis-Sá, Mafalda Ivo Cruz, Manuel Jorge Marmelo, Maria do Rosário Pedreira, Possidónio Cachapa e Rui Zink) e dez brasileiros (Cintia Moscovich, Clarah Averbuck, Fernanda Benevides de Carvalho, Ivana Arruda Leite, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcelo Mirisola, Nelson de Oliveira, Nilo de Oliveira, Wilson Freire), com abordagens totalmente distintas e pessoais, ao desafio proposto pela editora de escrever a partir desse imaginário tão íntimo que é tudo o que pode caber na palavra «putas».
Há muitas histórias aqui que merecem ser descobertas e lidas. Cada um terá o seu conjunto de preferidos. Eu tenho o meu. São vários. Alguns portugueses e outros brasileiros. Entre eles está o meu. Devo confessar.
Utilizando o lado mais pessoal dos blogs, e não querendo cair nessa ladainha cansativa do umbigo, gostava apenas de partilhar que este é talvez o texto, dos meus textos curtos (e tenho muitos), que mais gosto. Chamei-lhe «O Corpo Trágico» e ainda hoje esta personagem me comove sempre que regresso a ela, nem que seja apenas por um breve instante de memória.
Partilho a alegria de saber que o livro vai ser relançado, com nova capa (que publico aqui). E deixo um pequeno excerto desta mulher que se esconde quando se esquece do corpo que tem.
«Gosto de inventar estados mentais. Uma vez criados, instalo-me neles e recuso-me a abandoná-los. Habito um corpo usado e abusado. Recorro frequentemente ao esquecimento para apagar a memória desse uso indevido do corpo. Tenho momentos de prazer. Por vezes fujo da desolação ao entregar-me a um suspiro de delícia. Recordo-me de alguns desses instantes. A recordação surge em mim acompanhada de um sorriso. Mas são raros.»
Agrada-me particularmente pensar que este pode ser um maravilhoso livro de Natal. Para não sermos todos tão hipocritamente politicamente correctos e porque há aqui textos que são mesmo bons.
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Putas Quasi conto
quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
Música no mundo virtual
O mundo cada vez menos é vivido na esfera do universo do país que cada um habita. Todo estamos em constante trânsito, sempre em movimento, sempre em passagem de um lugar a outro. O ser humano vive, em si, a condição do Não Lugar, que Marc Augé definiu (enquadrando nesta categoria lugares de passagem, como os aeroportos ou as autoestradas). O Second Life apenas veio tornar isso ainda mais evidente.
A mistura de pessoas, de origens completamente distintas, que se encontram para trocar experiências é muito rica. O inglês, intuitivamente, acaba por ser a língua mais falada, mas há muitos portugueses, e encontram-se nos ambientes menos esperados. Os encontros e as partilhas fazem-se, ironicamente, a partir de casa, da intimidade, para um estar com o outro, antes tão distante, nesse espaço intermédio, que se concretiza visualmente através de novas formas de corporização, que é o mundo do SL.
Um dos grupos de discussão debate a música, nomeadamente formas de implementar música e som no mundo virtual. Há um blog que vale a pena visitar. E, sim, já me têm perguntado quando começo a fazer posts em inglês... Estou a pensar no assunto. Entretanto, entrem no mundo de Dizzy Banjo.
Outro a não perder é Metaversed. Questões sobre o desenvolvimento e pesquisa nos mundos virtuais, entre outras, são aqui tratadas.
A mistura de pessoas, de origens completamente distintas, que se encontram para trocar experiências é muito rica. O inglês, intuitivamente, acaba por ser a língua mais falada, mas há muitos portugueses, e encontram-se nos ambientes menos esperados. Os encontros e as partilhas fazem-se, ironicamente, a partir de casa, da intimidade, para um estar com o outro, antes tão distante, nesse espaço intermédio, que se concretiza visualmente através de novas formas de corporização, que é o mundo do SL.
Um dos grupos de discussão debate a música, nomeadamente formas de implementar música e som no mundo virtual. Há um blog que vale a pena visitar. E, sim, já me têm perguntado quando começo a fazer posts em inglês... Estou a pensar no assunto. Entretanto, entrem no mundo de Dizzy Banjo.
Outro a não perder é Metaversed. Questões sobre o desenvolvimento e pesquisa nos mundos virtuais, entre outras, são aqui tratadas.
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Musica Second Life
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Fórum Cultural - 2) A crise de valores
A 26 e 27 de Setembro, realiza-se em Lisboa, no CCB, o Fórum Cultural para a Europa. É um acontecimento muito importante para a discussão e compreensão das linhas orientadoras do posicionamento da Europa no que diz respeito à cultura.
Até lá, para preparar o espírito para o tema, partilho alguns textos que provocam a reflexão. Não significa que concorde com o que todos eles defendem, mas são pertinentes estimulantes para pensar a discussão que ali vai ocorrer. Porque a informação é tanta, esquecemos muitas vezes o que aprendemos no passado. E, em alguns casos, há textos que foram lidos há anos e que vale a pena reler.
Na conferência «Que Valores para este Tempo?», organizada pela Gulbenkian, nos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2007, Eduardo Lourenço foi um dos intervenientes com um texto a que deu o título de «À Sombra de Nietsche», no qual, às tantas, escreve: «O que é valioso, se de arte se trata, é sem valor, ou o valor não se lhe pode aplicar. Fica de fora, o valor. Não permite que a seu propósito possamos separar neles a realidade e a aparência, como o fazemos com a Realidade-Verdade do Ser.»
É dessa «crise de valores» que qualificia «a pior» porque é aquela que «não se vê» ou que «se vê e nos deixa indiferentes» que Eduardo Lourenço fala. Fica um excerto:
«E essa é a crise. É que nós não temos critério para distinguir o que é verdadeiramente valor do que não é. E esta é a crise, que não é uma crise por acaso, não é uma crise da cultura nem da civilização, mas é uma crise do senso, daquilo que nós somos como seres que pensam, sofrem, morrem sem saber se morrem, pensam e sentem e isso tem um sentido, ou não; a nós cabe decidir, é um problema de aposta, uma ouotra espécie de aposta pascaliana, aposta que nos faz viver ou morrer, somos nós, não os pais dos valores, mas os criadores dos valores ou, por não os sermos capazes de os criar, as suas vítimas.» (in «Que Valores para este Tempo?», Gradiva e Fundação Calouste Gulbenkian)
Até lá, para preparar o espírito para o tema, partilho alguns textos que provocam a reflexão. Não significa que concorde com o que todos eles defendem, mas são pertinentes estimulantes para pensar a discussão que ali vai ocorrer. Porque a informação é tanta, esquecemos muitas vezes o que aprendemos no passado. E, em alguns casos, há textos que foram lidos há anos e que vale a pena reler.
Na conferência «Que Valores para este Tempo?», organizada pela Gulbenkian, nos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2007, Eduardo Lourenço foi um dos intervenientes com um texto a que deu o título de «À Sombra de Nietsche», no qual, às tantas, escreve: «O que é valioso, se de arte se trata, é sem valor, ou o valor não se lhe pode aplicar. Fica de fora, o valor. Não permite que a seu propósito possamos separar neles a realidade e a aparência, como o fazemos com a Realidade-Verdade do Ser.»
É dessa «crise de valores» que qualificia «a pior» porque é aquela que «não se vê» ou que «se vê e nos deixa indiferentes» que Eduardo Lourenço fala. Fica um excerto:
«E essa é a crise. É que nós não temos critério para distinguir o que é verdadeiramente valor do que não é. E esta é a crise, que não é uma crise por acaso, não é uma crise da cultura nem da civilização, mas é uma crise do senso, daquilo que nós somos como seres que pensam, sofrem, morrem sem saber se morrem, pensam e sentem e isso tem um sentido, ou não; a nós cabe decidir, é um problema de aposta, uma ouotra espécie de aposta pascaliana, aposta que nos faz viver ou morrer, somos nós, não os pais dos valores, mas os criadores dos valores ou, por não os sermos capazes de os criar, as suas vítimas.» (in «Que Valores para este Tempo?», Gradiva e Fundação Calouste Gulbenkian)
domingo, 9 de Setembro de 2007
Second Life visto pelos media portugueses
A análise é de Palup (ou Paulo Frias, na RL, Professor Universitário e Investigador em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto), que no seu blog, Discursos do Outro Mundo, dedicado à SL, apresenta os números do tratamento mediático dedicado a este mundo novo.
Para além dos números (extraídos de um levantamento de uma moldura temporal de 1 de Janeiro a 31 de Julho de 2007), partilha algumas das suas leituras desses mesmos números, que traduzem também a experiência de quem habita aquele espaço e ali pesquisa novas possibilidades de organizar os sentidos da vida, ampliada, complexa, com novas ferramentas e tecnologias.
Uma das conclusões é que a cobertura é feita sem conhecimento do ambiente do SL. Ao que acrescentava a minha impressão pessoal decorrente da leitura de alguns textos publicados sobre o assunto (principalmente de artigos que traduzem uma espreitadela rápida ao SL, sem uma familiariedade mais desenvolvida co aquela realidade, virtual...): a constatação da reprodução de um discurso que repete ideias pré-concebidas que ali são meramente confirmadas porque partem de um olhar que já vai à procura de as encontrar. Porque há mais para além do sexo, dos chats e da mera reprodução do real em imaginário virtual.
No artigo, Palup partilha o score de temas encontrados. É curioso descobrir o posicionamento interessante que ocupou o lançamento do meu livro, «O Tempo das Cerejas», na ilha virtual de Bora Bora, que na verdade se constituiu de um agradável momento de encontro e partilha, quando hoje se percebe que o potencial de interacção com aquele mundo é muito mais amplo - e já estou a tratar do assunto (embora aqui apenas dê conta da minha condição mais pessoal e íntima de relação com o SL, de viajante de lugares e pessoas, há muito mais a explorar, e claro que nem tudo é interessante).
O SL é apenas um começo. Quem estiver desatento, perde o combóio. E a discussão está apenas no início. O blog Discursos do Outro Mundo é um dos lugares onde é feito um acompanhamento detalhado, informado, crítico e criativo sobre o Second Life. Para ler mais, só tem de lá dar um saltinho. É aqui.
Para além dos números (extraídos de um levantamento de uma moldura temporal de 1 de Janeiro a 31 de Julho de 2007), partilha algumas das suas leituras desses mesmos números, que traduzem também a experiência de quem habita aquele espaço e ali pesquisa novas possibilidades de organizar os sentidos da vida, ampliada, complexa, com novas ferramentas e tecnologias.
Uma das conclusões é que a cobertura é feita sem conhecimento do ambiente do SL. Ao que acrescentava a minha impressão pessoal decorrente da leitura de alguns textos publicados sobre o assunto (principalmente de artigos que traduzem uma espreitadela rápida ao SL, sem uma familiariedade mais desenvolvida co aquela realidade, virtual...): a constatação da reprodução de um discurso que repete ideias pré-concebidas que ali são meramente confirmadas porque partem de um olhar que já vai à procura de as encontrar. Porque há mais para além do sexo, dos chats e da mera reprodução do real em imaginário virtual.
No artigo, Palup partilha o score de temas encontrados. É curioso descobrir o posicionamento interessante que ocupou o lançamento do meu livro, «O Tempo das Cerejas», na ilha virtual de Bora Bora, que na verdade se constituiu de um agradável momento de encontro e partilha, quando hoje se percebe que o potencial de interacção com aquele mundo é muito mais amplo - e já estou a tratar do assunto (embora aqui apenas dê conta da minha condição mais pessoal e íntima de relação com o SL, de viajante de lugares e pessoas, há muito mais a explorar, e claro que nem tudo é interessante).
O SL é apenas um começo. Quem estiver desatento, perde o combóio. E a discussão está apenas no início. O blog Discursos do Outro Mundo é um dos lugares onde é feito um acompanhamento detalhado, informado, crítico e criativo sobre o Second Life. Para ler mais, só tem de lá dar um saltinho. É aqui.
sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Intermitentes em discussão
Segunda-feira, dia 10, às 18h00, no Maxime (Praça da Alegria), em Lisboa, a Plataforma dos Intermitentes (constituída pelas organizações AIP- Associação de Imagem Portuguesa, Associação Novo Circo, ARA – Associação de Assistentes de Realização e Anotação, ATSP – Associação dos Técnicos de Som Profissional, Granular - Associação de Música Contemporânea, PLATEIA - Associação de Profissionais das Artes Cénicas, REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, RAMPA, Sindicato dos Músicos, SINTTAV- Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual, STE - Sindicato das Artes do Espectáculo) vai discutir a proposta de lei do PS relativamente à questão da intermitência. Em comunicado, esta estrutura defende que a lei, a ser aprovada, «DETURPA todas as nossas propostas e não apresenta nenhuma medida para ajustar a segurança social à nossa realidade laboral».
Dizem ainda que, «após um ano de discussões, propostas e acções da Plataforma dos Intermitentes, o governo pretende arrumar o assunto de forma escandalosa : com piores condições de trabalho para os profissionais do espectáculo inseridos numa estrutura fixa e ignorando novamente a condição do intermitente». A estrutura convida todos os interessados a estarem presentes no encontro para discutir este assunto.
O programa de trabalhos é o seguinte:
18h-18h15 apresentação da proposta do governo
18h15-19h45 debate
19h45-20h15 resoluções
Para qualquer esclarecimento, devem contactar a Plataforma dos Intermitentes por mail: intermitentes@gmail.com
Dizem ainda que, «após um ano de discussões, propostas e acções da Plataforma dos Intermitentes, o governo pretende arrumar o assunto de forma escandalosa : com piores condições de trabalho para os profissionais do espectáculo inseridos numa estrutura fixa e ignorando novamente a condição do intermitente». A estrutura convida todos os interessados a estarem presentes no encontro para discutir este assunto.
O programa de trabalhos é o seguinte:
18h-18h15 apresentação da proposta do governo
18h15-19h45 debate
19h45-20h15 resoluções
Para qualquer esclarecimento, devem contactar a Plataforma dos Intermitentes por mail: intermitentes@gmail.com
quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
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